Livros

Resenha: O Homem de São Petersburgo – Ken Follett

Olá, meu povo querido e amado!

Tudo bem com vocês?

Hoje eu quero falar sobre o livro que acabei de ler, e ainda estou bem pensativa com o enredo e o final. Como vocês sabem, eu sou super fã do Sr. Follett, sobretudo porque ele consegue nos ensinar História de uma maneira única, mantendo também a beleza da ficção. Mas nesse livro ele saiu um pouco do estilo dele. O Follett adora colocar um casal de mocinhos revolucionários, mas dessa vez foi bem diferente. A trama não se dá em volta de um casal (ao menos não inicialmente), mas de um anarquista russo no início do século XX, pré Primeira Guerra Mundial, e de uma família aristocrata inglesa.

o homem de sao petersburgo

Feliks, o anarquista, é um homem frio e calculista, devido às mazelas de sua trajetória, mas completamente apaixonado pela ideia de revolução, e extremamente preocupado com a miséria na Rússia. É muito inteligente e articula bem as palavras, tornando-se um excelente orador, que sai por aí pregando o anarquismo por onde for. Ele vai a Londres  na tentativa de impedir que o príncipe russo, Aleks Orlov, assine um acordo de aliança com a Inglaterra contra a Alemanha, a qual já se articulava para dar início à guerra e garantir a hegemonia europeia.

Já a família Walden, chefiada pelo Conde Stephen Walden, é típica da aristocracia inglesa naquela época: passa o dia inteiro fazendo vários nadas, trocando de roupa toda hora e indo a eventos sociais inúteis. Lady Lydia Walden é uma mulher russa, que se casou com o Conde Walden por mero arranjo entre suas famílias (como era comum) e leva uma vida de bela, recatada e do lar. E Lady Charlotte, a filha do casal, é uma menina de 18 anos que acabara de debutar e, até então, tinha sido tratada como criança: não sabia nada sobre história, geografia, política, e muuuuuuito menos sobre sexo. Então, ao conversar com sua prima Belinda, ela começa a saber um pouco sobre a vida real e fica curiosa – e furiosa. Ela acha absurdo seus pais terem-na criado sob uma redoma de vidro, não contando a ela sobre tantas coisas importantes. E assim, passa a buscar informações sozinha.

Não, Charlotte não se envolve com Feliks num romance. É algo muito melhor que isso.

Bom, conforme o enredo vai se desenrolando, podemos ver as negociações entre Rússia e Inglaterra, mas também há um grande enfoque na causa feminista. As sufragistas, como eram chamadas, reivindicavam o direito de voto para as mulheres, como maneira de representação feminina, ponto de partida para as mudanças desejadas na sociedade. O que eu acho incrível e maravilhoso é que o Follett sempre coloca a causa feminista em seus livros, e sempre enfatizando o protagonismo feminino na luta. Não, ele não é do tipo “macho que quer biscoito por respeitar as mulheres”. Ele realmente enfatiza a necessidade de os homens reconhecerem os direitos das mulheres e a igualdade de gênero.

Acho que a Sra. Follett (já me sinto íntima pra chamar de Barbara na verdade… Hahaha) deve estar muito orgulhosa.

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